Redson Lopes Pozzi

Fiquei muito triste com a notícia recebida hoje (28/09/2011) da morte do Redson, vocalista e guitarrista do Cólera, de parada respiratória, aos 49 anos. Conheci o Redson em 1986 ou 1987 na segunda das tantas ondas do punk. Trabalhei com ele e o Pierre (baterista) em 1988-1989 no selo que lançaram quando saíram da Ataque Frontal (Alternative Indie Records). Não o via desde aqueles anos, mas há tempos planejava fazê-lo – plano agora frustrado por esta tragédia. Para mim, o Cólera representou a essência da convergência entre o elemento social e o elemento político do movimento punk. Sua música atraiu e politizou gerações de ativistas e é em grande medida responsável pelo papel histórico do punk de reunir de maneira consistente e ampla a contracultura e o radicalismo político no Brasil. É notável que daquela primeira geração do punk (que chamávamos de geração 1982, em referência ao festival Começo do Fim do Mundo) o Cólera tenha permanecido de longe como a banda mais ligada ao movimento punk vivo, ao circuito underground e às oscilantes interfaces do punk com a ação política.

One Response to “Redson Lopes Pozzi”

  1. Redson, Cólera e memória virtual « produtor.info Says:

    […] nessa quinta Pablo Ortellado – Quatro reflexões sobre a história e o significado do punk e Redson Lopes Pozzi Carlos Lopes – Redson do Cólera, morto e […]

Leave a Reply

*